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terça-feira, novembro 19, 2013

O prazer de ler

    Foram meus irmãos menores, os meus primeiros professores de leitura.
    Deixe-me explicar: todas as noites, eles me pediam para ler histórias para dormir. Sabia, exatamente, quais histórias eles mais apreciavam e quais novidades poderiam gostar. Representar os personagens, mudando o tom de voz, usando e abusando de onomatopeias...
    Cativar o ouvinte, com todo o ser, entrar em sintonia com o seu mundo imaginário, transitar livre e alegremente no complexo mecanismo de codificação e decodificação de linguagens múltiplas: um raro privilégio! Um prazer singular...
    Assim, a leitura não deve conter em si, um caráter obrigatório, pois resultará em desprazer e infelicidade eterna. Um passo inicial mal dado pode comprometer todos os outros, vindouros!
    Ler é, antes de tudo, um mergulho para o mundo mágico do encantamento. Cada página é um convite aberto e franco, para sorrir, para chorar, para levar um susto, para refletir...
    Quando se lê, por puro prazer, a criança cria na memória, essa atmosfera de prazer e de felicidade. Tal como um rato de laboratório ativado para o sistema de recompensa, toda vez que a criança pega um livro ou tem um pensamento leitor, associa-o ao momento prazeroso, ou vice-versa. Criando-se assim, o fabuloso hábito da leitura.
    E quando se é picado pelo bichinho da leitura, o indivíduo fica infectado, para sempre! Pelo resto de sua vida. Esse “mal” só pode ser amenizado, por meio de um coquetel diário de livros, encontrado em bibliotecas e em boas livrarias. E o desejo insaciável de leituras, cada vez mais significativas...!

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